Nostalgia Chicleteira



acordei com essa música na cabeça...

Um beijo em você eu quero dar
Saudade presa no meu coração
Eu ando louco alucinado
Muito doido e apaixonado por você

É pena que esse amor
Não possa mais ficar
É pena que esse amor
Não vai poder se eternizar
Então diga que valeu
O nosso amor valeu demais
Foi lindo, ficou pra trás
Então diga que valeu
O nosso amor valeu demais
Que pena, ficou pra trás

Tudo pode acontecer



"Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira." Provérbio Árabe 

O destino decide...







"O destino decide quem entra na minha vida. Minha atitude decide quem fica." Martha Medeiros

Pontos de vista


Tudo ou quase tudo depende do ponto de vista, do ângulo pelo qual se enxerga a situação. É possível encontrar quem pense parecido, mas é quase impossível achar quem seja absolutamente igual. Duas pessoas não conseguem ver do mesmo ângulo, pois dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar, uma das Leis da Física mais conhecidas. Se estiverem lado a lado, enxergarão de modo muito semelhante, porém se estiverem frente a frente – posição comum aos confrontos, verão coisas absolutamente diferentes.


by MULHER INTERATIVA

Como lidar com os anjos e demônios interiores



por Leonardo Boff

 
O ser humano constitui uma unidade complexa: é simultaneamente homem-corpo, homem-psiqué e homem-espírito. Detenhamo-nos no homem-psiqué, vale dizer, no seu mundo interior, urdido de emoções e paixões, luzes e sombras, sonhos e utopias. Como há um universo exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações medonhas e de emergâncias promissoras, assim há também um mundo interior, habitado por anjos e os demônios. Eles revelam tendências que podem levar à loucura e à morte e energias de generosidade e de amor que nos podem trazer autorealização e felicidade.

Como observava o grande conhecedor dos meandros da psiqué humana C.G. Jung: a viagem rumo ao próprio Centro, devido a estas contradições, pode ser mais perigosa e longa do que a viagem à Lua e às estrelas.

Há uma questão nunca resolvida satisfatoriamente entre os pensadores da condição humana: qual é a estrutura de base de nossa interioridade, de nosso ser psíquico? Muitas são as escolas de intérpretes.

Resumindo, sustentamos a tese de que a razão não comparece como a realidade primeira. Antes dela há todo um universo de paixões e emoções que agitam o ser humano. Acima dela há inteligência pela qual intuimos a totalidade, nossa abertura ao infinito e o êxtase da contemplação do Ser. As razões começam com a razão. A razão mesma é sem razão. Ela simplesmente está aí, indecifrável.

Mas ela remete a dimensões mais primitivas de nossa realidade humana das quais se alimenta e que a perpassam em todas as suas expressões. A razão pura kantiana é uma ilusão. A razão sempre vem impregnada de emoção e de paixão, fato aceito pelo moderna epistemologia. A cosmologia contemporânea inclui na idéia do universo não apenas energias, galáxias e estrelas mas também a presença do espírito e da subjetividade.

Conhecer é sempre um entrar em comunhão interessada e afetiva com o objeto do conhecimento. Apoiado por uma plêiade de outros pensadores, tenho sempre sustentado que o estatuto de base do ser humano não reside no cogito cartesiano (no eu penso, logo sou), mas no sentio platônico-agostiniano (no sinto, logo existo), no sentimento profundo. Este nos põe em contacto vivo com as coisas, percebendo-nos parte de um todo maior, sempre afetando e sendo afetados. Mais que idéias e visões de mundo, são paixões, sentimentos fortes, experiências seminais, o amor e também seus contrários, as rejeições e os ódios avassaladores que nos movem e nos põem marcha.

A razão sensível lança suas raizes no surgimento da vida, há 3,8 bilhões de anos, quando as primeiras bactérias irromperam e começaram a dialogar quimicante com o meio para poder sobreviver. Esse processo se aprofundou a partir do momento em que surgiu o cérebro límbico, dos mamíferos, há mais de 125 milhões de anos, cérebro portador de cuidado, enternecimento, carinho e amor pela cria. É a razão emocional que alcançou o patamar autoconsciente e inteligente com os seres humanos, pois somos também mamíferos.

O pensamento ocidental é logocêntrico e antropocêntrico e sempre colocou sob suspeita a emoção por medo de prejudicar a objetividade da razão. Em alguns setores da cultura, criou-se uma espécie de lobotomia, quer dizer, uma grande insensibilidade face ao sofrimento humano e aos padecimentos pelos quais tem passado a natureza e o planeta Terra.

Nos dias atuais, nos damos conta da urgência de, junto com a razão intelectual irrenunciável, importa incluir fortemente a razão sensível e cordial. Se não voltarmos a sentir com afeto e amor a Terra como nossa Mãe e nós, como a parte consciente e inteligente dela, dificilmente nos moveremos para salvar a vida, sanar feridas e impedir catástrofes.

Um dos méritos inegáveis da tradição psicanalítica, a partir do mestre-fundador Sigmund Freud, foi o de ter estabelecido cientificamente a passsionalidade como a base, em grau zero, da existência humana. O psicanalista trabalha não a partir do que o paciente pensa mas a partir de suas reações afetivas, de seus anjos e demônios, buscando estabelecer certo equilíbrio e uma serenidade interior sustentável.

A questão toda é como nos assenhorear criativamente de nossa passaionalidade de natureza vulcânica. Freud se centra na integração da libido, Jung na busca da individuação, Adler no controle da vontade de poder, Carl Rogers no desenvolvimento da personalidade, Abraham Maslow no esforço de autorealização das potencialidades latentes. Outros nomes poderiam ser citados como Lacan, Reich, Pavlov, Skinner, a psicologia transpessoal e a cognitiva comportamental e outros.

O que nos é permitido afirmar é que, independentemente, das várias escolas psicanalíticas e filosóficas, o homem-psiqué se vê obrigado a integrar criativamente seu universo interior sempre em movimento, com tendências dia-bólicas e sim-bólicas, destrutivas e construtivas. Por acertos e erros vamos, processualmente, descobrindo nosso caminho.

Ninguém nos poderá substituir. Somos condenados a ser mestres e discípulos de nós mesmos.

http://leonardoboff.wordpress.com

As mulheres sagitarianas



As mulheres sagitarianas
por Vinícius de Moraes 



          São abnegadas e bacanas
          Mas não lhe venham com grossuras
          Nem injustiças ou censuras
          Porque ela custa mas se esquenta
          E pode ser muito violenta.
          Aí, o homem que se cuide…
          – Também, quem gosta de censura!
 

‘Nossa Bandeira é a Cultura’

Mobilização ‘Nossa Bandeira é a Cultura’ propõe mudança da bandeira da Paraíba






A sexta-feira do próximo dia 05 de agosto, quando se comemora o 426º aniversário da cidade de João Pessoa, será marcada por uma mobilização, organizada pelo Movimento Varadouro Cultural, que defende a mudança da bandeira da Paraíba.
O evento “Nossa Bandeira é a Cultura” acontece nas casas culturais e nas ruas do Centro Histórico de João Pessoa e conta com um dia inteiro de programação que envolve exposições de arte, rodas de conversa, exibição de vídeos, Cortejo Multicultural com batuqueiros e brincantes, lançamento de livro, shows e outras intervenções artísticas.
Além de convidar a população para um dia de celebração à identidade cultural paraibana, à produção local e aos artistas da terra, as atividades visam estimular uma reflexão sobre os acontecimentos históricos que provocaram a mudança da bandeira da Paraíba em 1930.
Os integrantes do movimento entendem que a busca pelo fortalecimento da identidade cultural passa, necessariamente, pela reflexão sobre nossos símbolos, sobre nossa bandeira.
Porque mudar
Em 1930, o colorido da “bandeira verde e branca” foi substituido pelo rubro-negro da “bandeira do Nego” (foto), símbolo do sangue e do luto pela morte de João Pessoa, na época Presidente da Paraíba.
Para o Varadouro Cultural, embora a atual bandeira do estado seja fruto de um importante momento da nossa história, o contexto histórico representado, sua essência negativa, o luto e o sangue, não representam o povo paraibano em sua essência.
“Somos parte de um estado lindo, berço do sol nascente, rico em belezas naturais, habitado por um povo alegre, acolhedor, de paz; queremos ver felicidade em nosso símbolo. Por isso, o retorno da bandeira original do Estado da Paraíba, primeira do período republicano, é a reivindicação fundamental de nossa busca pela valorização da nossa identidade paraibana”, defende Gabriel Moura, percussionista, advogado e integrante do Varadouro Cultural.
Para Danylo Aguiar, músico, produtor cultural e também representante do movimento, “a bandeira é um importante símbolo do povo e deve representar a todos e não apenas a um acontecimento ou pessoa. A afeição do povo com nossa bandeira, com nossos símbolos, é essencial para o fortalecimento de nossa identidade cultural. Ter como nosso símbolo o luto, o sangue e um permanente ´nego´ é um fardo que o povo paraibano não merece carregar”.
Quem defende
Danylo e Gabriel lembram que a reivindicação do retorno da bandeira vem sendo trazido ao longo das décadas por pessoas que acreditam na importância dos símbolos a exemplo dos movimentos “Bandeira Viva” e “Paraíba Capital Parahyba”. Estão envolvidos na ação as casas de cultura do Centro Histórico: Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, Espaço Mundo, Casa de Musicultura, Casa de Cultura Cia da Terra, Pogo Pub; além da Derrame Produções, HTV Produções, além dos grupos SerTão Teatro, Quem tem Boca é pra Gritar, Los Iranzi e Cia Limiar, Cia Paralelo de Dança, Anjo Azul; artistas, bandas, grupos de cultura popular como o Grupo Raízes, Grupo Imburana, Tambores do Forte, além de bandas locais e cidadãos independentes.
A mobilização em torno do projeto é uma iniciativa da sociedade civil organizada, apartidária e já tem envolvido várias atividades, entre elas uma oficina de confecção de bandeiras e a programação do 05 de agosto. Mesmo após a passagem da data, o movimento segue com atividades destinadas a celebrar a arte, democratizar a informação e estimular a reflexão sobre as questões importantes para nossa cultura.
Confira os vídeos com as opiniões sobre o assunto:
Confira a programação completa do 05 de agosto
9h, Casarão 34
Café da manhã
Performances com participação de artistas locais
Instalação do artista plástico Rafael RG “Parahyba”
10h, Casarão 34
Mesa-redonda: “A relação iconográfica e sua representação de sociedade”, com a Prof. Dra. Tereza Santana (Antropóloga UFPB) e o Prof. Dr. João de Lima (Comunicólogo UFPB)
14h, Sede do Bloco Anjo Azul (Beco da Faculdade de Direito)
Exposição Caminhos de Jackson do Pandeiro (14h as 18h)
14h, Ateliê Multicutural Elioenai Gomes
Exibição de um curta-metragem sobre o tema
Roda de conversa sobre “Identidade(s) e Valorização da Cultura Paraibana”
Elaboração de uma carta aberta
16h, Ateliê Multicultural Elioenai Gomes
Concetração do Cortejo Multicultural com saída às 17h, passando pelo Casarão 34 (Praça do Bispo) e em direção a Festa das Neves (Ponto de Cem Réis)
18h, Casarão 34
Lançamento e Sarau Poético do livro “Dias D’iversos”, de Daudeth Bandeira e José de Souza Dantas, pela editora UFPB
Carrinho PB POP com muita música paraibana e microfone aberto
20h, Sede da Cia Paralelo de Dança (Largo de São Frei Pedro Gonçalves)
Intervenção da Paralelo Cia. de Dança , “Via-láctea”, participação dos músicos Thiago Sombra e Chico Limeira.
23h30, Ponto de Cem Réis
Cortejo Livre em direção a Praça Antenor Navarro
00h, Praça Antenor Navarro
Chegada do Cortejo Livre e intervenções artísticas
Carrinho PB POP com muita música paraibana e microfone aberto
00h, Casa de Cultura Cia da Terra
Exibição do curta-metragem “N.E.G.O” de Chico Sales
00h30, Casa de Musicultura
Carimboys
Nectar do Groove
Furmiga Dub e participações (Alex Madureira, Stephan, Escurinho e mais convidados avulsos)
00h30, Espaço Mundo
Monstro
Seu Pereira
Dj Faissal
00h30, Pogo Pub
Trio pé de serra
Emboscada New Reggae
Dj Guirraiz
Da Redação com assessoria do movimento